Adelio Dias; Marta Macedo Kerr Pinheiro
Política de Governo Eletrônico em Moçambique: um olhar na perspectiva de uma Cultura de
Informação
A escolha do tema, inserido no quadro da pesquisa1, resulta da premissa de que,
sendo Moçambique um país em desenvolvimento2 com as idiossincrasias socioculturais
que possui, entre as quais se destaca a questão do baixo nível educacional, é “forçado” a
aderir à política de e-Gov, no alinhamento às exigências dos países centrais. A questão
da cultura de informação - que engloba o acesso e síntese dos conteúdos informacionais
para posterior uso na Sociedade da Informação globalizada, deve ser levada em
consideração.
Estima-se que a abordagem deste tema se revista de alguma utilidade, tanto para
os agentes fazedores de políticas de informação, como para pesquisadores e
profissionais de áreas afins, servindo como um dos suportes para futuras reformulações
de políticas públicas de informação.
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O CONCEITO DE CULTURA DE INFORMAÇÃO E SEU ENQUADRAMENTO NO
GOVERNO ELETRÔNICO
Na literatura, o conceito de cultura de informação é utilizado e confundido
frequentemente com competência informacional. Entretanto, existem diferenças quanto à
aplicação destas duas terminologias.
A expressão competência informacional - information literacy (em inglês) - surgiu
nos EUA, na década de 1970, concretamente em 1974, na sequência do relatório The
Information Service Environment Relationships and Priorities, no qual se sugeria que o
governo norte americano se empenhasse no desenvolvimento da competência
informacional dos cidadãos para apropriação de inúmeros produtos informacionais
disponíveis no mercado (DUDZIAK, 2003).
Na sua origem, o termo foi utilizado para designar apenas a destreza em lidar com
computadores e redes eletrônicas. Em sua evolução, associada do processo da SI, o
conceito de competência informacional remete à ideia de, não só sobreviver a essas
barreiras derivadas da ampla e “caótica” disponibilização de informações via redes, como
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“A política de e-Gov de Moçambique e do Estado de São Paulo/ Brasil”-, a ser defendida em fevereiro de 2012.
Que, sob ponto de vista de internacionalidade, fazem parte desse grupo (também chamados países do Terceiro Mundo,
depois da Guerra Fria), os que, apesar das diferenças, as características como a dependência externa, o atraso científicoeducacional (comparativamente aos países desenvolvidos), os índices proporcionalmente baixos de formação técnicoeducacional, os consideráveis índices de analfabetismo e de mortalidade infantil, a grande desigualdade social interna,
entre outros, são encontradas em uma série deles, podendo, assim, ser abordados em grupo (MANGUE, 2007).
Inf. Inf., Londrina, v. 17, n. 1, p. 60 – 77, jan./jun. 2012
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http://www.uel.br/revistas/informacao/
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