Instituto de Tecnologia Social de Guiné-Bissau: geração e compartilhamento de soluções simples para problemas complexos
33. Necessidade do desenvolvimento da metrologia, para padronização.
34. Taxa de mortalidade materna: 1% de óbito, número muito alto.
35. Guiné-Bissau tem mais de 700 artigos acadêmicos publicados em revistas e congressos internacionais.
Altíssimo número, muitos mestres e doutores. Boa parceria com países nórdicos. Faltam projetos e ações.
36. Medicina tradicional (ervas etc., diferente da medicina convencional) está muito desenvolvida,
mas pouco institucionalizada.
37. Camponeses: mulheres escolhem uma especialidade (mais fácil de debulhar), homens outra
(maiores frutos e legumes) o que vem dando certo.
38. Guiné-Bissau é um país agrícola, mas precisa de investimentos nessa área e de meios para a transferência
de conhecimento. País essencialmente agrícola, mas não tem escola agrícola.
39. São necessários técnicos que interpretem os conhecimentos do povo.
40. 99% da agricultura dependem da chuva. Não tem sistema de irrigação apesar de o país ter tantos rios,
que não são aproveitados. Acabam importando o arroz a elevado preço por não poder produzir
quantidade suficiente para se reabastecer.
41. Seria bom que técnicos experientes do Brasil e de outros países entrassem em colaboração com Guiné-Bissau
para resolver problemas de agricultura (Embrapa, por exemplo, tem muita experiência e pesquisa em agricultura).
42. Arroz: produtividade em Guiné-Bissau está entre 500 a 600 kg por hectare. Poderia e deveria ser muito maior.
43. Guiné-Bissau está ficando dependente de importações, mas poderia produzir muito do que importa.
44. SENAI: excelentes cursos como: Carpintaria de formas, Pedreiro eclético (base e revestimento), Canalizador
(encanador), Eletricista predial, Corte e Costura, Padaria, Reparação de Computadores. SENAI foi construído
por professores e alunos da primeira turma.
45. Como no país quase não há indústrias e empresas, há pouco emprego e não há est��gio. Alguns alunos formados
pelo SENAI vão para a Europa depois de formados.
Conclusões
A partir da análise entre os conceitos de TS
e ES e as informações obtidas, consideramos que
TS e ES podem ser soluções que resolvam ou minimizem os problemas sociais em Guiné-Bissau,
o que nos permite considerar que o objetivo da
pesquisa foi atingido.
TS e ES não são as únicas soluções, mas
como foi comentado estão sendo soluções muito importantes para a diminuição de problemas
sociais no Brasil, que muitas vezes são semelhantes aos de Guiné-Bissau. Para Singer9, a ES é um
ato pedagógico em si mesmo, na medida em que
propõe nova prática social e um entendimento
novo dessa prática. A única maneira de aprender
a construir a Economia Solidária é praticando-a.
O ITS Guiné-Bissau é uma dentre as várias
formas de compartilhamento desse conhecimento
gerado, inicialmente entre Guiné-Bissau e demais
países de língua portuguesa, em breve com países
dos mais diversos idiomas. O ITS Guiné-Bissau,
inicialmente localizado em Bissau e em São Paulo tem como missão promover a cooperação entre
Guiné-Bissau e outros países para a geração, transferência e reaplicação de Tecnologias Sociais, com
vistas ao desenvolvimento local e à divulgação
da prática da Economia Solidária. Os problemas
complexos podem ter soluções simples. Precisamos
pesquisar, conhecer e compartilhar tais soluções.
Contribuições dos autores
Professor Marcus Brauer: Concepção do
projeto, pesquisa bibliográfica, coleta de dados e
conclusão.
Pesquisadora Renata Brauer: Concepção do
projeto, pesquisa bibliográfica, preparação da entrevista, análise de dados, conclusão e adaptação
da pesquisa para a publicação.
Nota dos autores: Este trabalho está em conformidade com os princípios éticos da Declaração
de Helsinki, e foi aprovado em reunião de colegiado da FAF/UERJ.
Interagir: pensando a extensão, Rio de Janeiro, n. 16, p. 21-28, jan./dez. 2011
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