Instituto de Tecnologia Social de Guiné-Bissau: geração e compartilhamento de soluções simples para problemas complexos Artigo Instituto de Tecnologia Social de Guiné-Bissau: geração e compartilhamento de soluções simples para problemas complexos Guinea-Bissau’s Institute for Social Technology: conception and share of simple solutions for complex problems Marcus Brauer1 e Renata Brauer2 Introdução Brasil e Guiné-Bissau têm muitas coisas em comum, como terem sido colonizados por Portugal, terem um solo fértil, muitas riquezas naturais, praias belas, um povo simpático e alegre. Infelizmente, problemas econômicos e sociais também são semelhantes em ambos os países. Uma vez que o Brasil vem superando vários destes problemas considera-se interessante conhecer suas principais formas de combate à pobreza, muitas das vezes alcançadas por tentativa e erro, e por meio de pesquisa, várias vezes em colaboração com outros países. Atualmente, o Brasil encontra-se em desenvolvimento e em crescimento acima da média mundial e está superando vários problemas de desenvolvimento regional e local nas áreas de alimentação, educação, energia, habitação, renda, recursos hídricos, saúde e meio ambiente, por meio de significativos investimentos em pesquisa e desenvolvimento em Tecnologia Social (TS) e Economia Solidária (ES). Entrevistado pela Rede de Tecnologia Social (RTS), Paul Singer1 afirma que o Brasil é um país de vanguarda no sentido de redução da pobreza e da desigualdade, embora ainda permaneça esta condição social; porém, as novas ações do Governo dão mais combate a essa luta. Os camponeses produzem alimentos para sua subexistência, mas precisam ter apoio tecnológico e acesso ao crédito. O Governo Brasileiro faz política de ES por meio de 22 ministérios dentre os 37, bem mais do que a metade dos ministérios do Governo federal. Todos os ministérios que têm políticas sociais como missão dão apoio à ES, o que faz com que o Brasil tenha a imagem de ser um país onde a ES tem amplo apoio. Singer1 considera que no Brasil está crescendo também o apoio dos governos estaduais e municipais à ES no Brasil. Em outros países da América do Sul como Argentina, Uruguai, Paraguai, Resumo Esta pesquisa, além de explicar os conceitos de Tecnologia Social (TS) e de Economia Solidária (ES), tem como objetivo verificar se TS e ES podem ser soluções que resolvam ou minimizem os problemas sociais em Guiné-Bissau. Em Guiné-Bissau, foram feitas entrevistas e conversas em diversos órgãos como a Embaixada do Brasil em Guiné-Bissau, o Centro Cultural Brasil Guiné-Bissau, o Ministério da Economia, o Instituto Nacional de Investigação e Tecnologia Aplicada (INITA), o Órgão de Estradas e Pontes, o Governo de Quinhamel, o Ministério de Meio Ambiente, o Ministério da Saúde, o Ministério da Agricultura, o SENAI localizado em Bissau, o Ministério da Justiça, o Ministério das Comunicações e o Instituto Nacional de Pesquisa Agrária (INPA). Concluiu-se que TS e ES podem resolver ou minimizar os problemas sociais em Guiné-Bissau, e nesse sentido está sendo criado o Instituto de Tecnologia Social de Guiné-Bissau, que tem como missão promover a cooperação entre Guiné-Bissau e outros países para a geração, transferência e reaplicação de Tecnologias Sociais, com vistas ao desenvolvimento local, e divulgação da Economia Solidária. Os problemas complexos podem ter soluções simples. É necessário pesquisar, conhecer e compartilhar tais soluções. Palavras-chaves: Tecnologia Social; Economia Solidária; Desenvolvimento Local e Regional Área Temática: Tecnologia e Produção Linhas de Extensão: Desenvolvimento Regional; Desenvolvimento Tecnológico 1 Professor Adjunto. UERJ e UNIRIO. E-mail: marcusbrauer@gmail.com 2 ITS GUINÉ-BISSAU. E-mail: renatabrauer@gmail.com Interagir: pensando a extensão, Rio de Janeiro, n. 16, p. 21-28, jan./dez. 2011 21

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