Artigo 6. Produção e exportação do “Camarão Tigre”. 7. Produção de embalagens, pois toda embalagem importada encarece muito o preço do produto. 8. Criação de serviços de imprensa, como livros e material gráfico; atualmente são muito artesanais. 9. Falta de conhecimento em elaboração e gestão de projetos (até existe financiamento internacional, porém não sabem levá-los a cabo). 10. Ver com atenção o GLOBAL DEVELOPMENT LEARNING NETWORKING: projeto do Banco Mundial para educação à distância em Guiné-Bissau. 11. Fabricação de telhas, pois é um bom mercado (maioria dos telhados é de zinco). 12. Dar mais atenção para Biombo (região mais pobre de Guiné-Bissau). 13. ADPP: ONG holandesa para treinar pessoas em horticultura, carpintaria, costura etc. ONG deu boa formação, mas faltou continuidade no sentido de aproveitar os formados. 14. É necessário “dar um empurrão nas pessoas!”. Elas têm boa vontade, mas o desenvolvimento não partirá totalmente do povo. É necessário que se dê início aos projetos, com muita interatividade e envolvimento. 15. Não há conservação nem transformação dos alimentos. Geralmente são as mulheres que produzem, mas como não veem resultados, desistem. 16. Houve vários projetos que não foram desenvolvidos com interação com a comunidade. Resultado: a ONG sai e o projeto fracassa, pois não há continuidade. É preciso ter envolvimento e participação do povo desde o início dos projetos. 17. Depois da guerra, vários órgãos governamentais e institutos ficaram sem material nem recursos. É necessário haver reciclagem dos técnicos e captação de técnicos qualificados, bem como novos laboratórios e equipamentos. 18. Há necessidade de apoio às mulheres cultivadoras na transformação e revalorização do produto. 19. O Governo e a Sociedade deveriam focar mais nas necessidades do campo. 20. Guiné-Bissau tem muitas frutas, mas falta tecnologia de transformação. 21. Necessidade de parcerias. “Quando Lula veio a Guiné-Bissau, disse: ‘ – quando dois povos se juntam, tem maiores forças’ ”. 22. Fazer da cidade, cidade, e do campo, campo. Bissau cresce exponencialmente sem saneamento e sem controle. Falta projeto de urbanização. 23. Bissau tem mais de 30% da população do país, grande parte sem saneamento. Bissau tem entre 400 e 500 mil habitantes, sendo 80% na periferia. 60% da população tem menos de 25 anos. 40% das estradas são de terra. 24. Casas bioclimáticas poderiam ser uma boa solução. Constroem casas sem janelas, há má utilização do espaço (muito desperdício), pois não há estudos, falta uso racional do território. Se não há boa ventilação, gasta-se mais energia, o que é um problema. 25. O plano geral urbanístico: o primeiro passo foi concluído pelas Nações Unidas. É importante encontrar alguém para seguir com o projeto. 26. O país tem material, mas não o usa. Usam blocos (muito quentes) em vez de tijolos. Faltam estudos, falta orientação. 27. Boas estradas significam maior interação, melhor comércio e maior circulação do dinheiro. Hoje são muitas ilhas que não se comunicam, não trocam informações nem produtos. 28. O Brasil ajudou Guiné-Bissau na agricultura do caju (bife de caju) e na energia renovável. Há parceria do INSP com a Fundação Oswaldo Cruz, do Brasil. 29. ITS deve fazer estudo sociológico, antropológico, para potencializar projetos. 30. Como precaução: custo de instalação e funcionamento não deve ser alto para não comprometer o projeto. 31. Devemos conhecer técnicas e melhorá-las. 32. Ver impactos ambientais. Todo projeto apresenta-os, mas temos que minimizá-los. 26 Interagir: pensando a extensão, Rio de Janeiro, n. 16, p. 21-28, jan./dez. 2011

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